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Feedback - Vida e Obra
 

Vida e Obra

O Governo dos Açores associou-se quinta-feira à noite, na ilha do Faial, à cerimónia evocativa do 170.º aniversário do nascimento de Manuel de Arriaga, que foi o primeiro Presidente da República Portuguesa.A cerimónia, que decorreu no Teatro Faialense, numa iniciativa da Câmara Municipal da Horta, contou com a presença, em representação do Presidente do Governo, do Director Regional da Cultura, Jorge Paulus Bruno.
 O historiador micaelense Cristiano Ferin foi homenageado sexta-feira à noite, numa iniciativa conjunta da autarquia, através da Biblioteca Municipal, da Fundação Sousa d'Oliveira, do Instituto Cultural de Ponta Delgada e da Sociedade Afonso de Chaves.A Homenagem a Cristiano Ferin, que decorreu na Biblioteca Municipal, foi considerada pelo Vice-Presidente da Câmara de Ponta Delgada como o testemunho do interesse das entidades e da sociedade em reconhecer as suas gentes e as suas obras, valorizando no presente o que foi feito no passado.

O FeedbackOnline publica na integra o discurso proferido pelo Dr. Carlos Melo Bento, na inauguração da Avenida Natália Correia, na Fajã de Baixo, no passado dia 9 do corrente mês.

Confessando a emoção que sentia por esta sua primeira visita aos Açores, Craig Mello manifestou o agrado com que, ao tomar contacto com a Região, pôde observar evidências de um desenvolvimento assinalável e de uma diferença substancial em relação à realidade que os seus trisavôs conheceram e de que foi ouvindo no seio da família.

Mas, felizmente porque são de Abril, sobejam novas oportunidades na restauração de uma sociedade que permita a justiça e a concorrência da igualdade de oportunidades das gerações presentes e futuras, dos que têm os Açores no coração e não apenas na conservatória.

O caminho que Abril nos abriu foi inequivocamente o caminho do progresso, mas, este percurso será sempre incompleto, apesar do desenvolvimento que a democracia, inegavelmente, nos trouxe, porque a democracia é evolução.

ANTÓNIO SILVA

António Maria da Silva nasce em Lisboa a 15 de Agosto de 1886. Filho de famílias humildes, começa a trabalhar cedo, como marçano. É depois empregado de retrosaria, caixeiro de drogaria e bombeiro, chegando ao posto de comandante.Tira o curso comercial e frequenta diversos grupos cénicos amadores. A sua estreia como actor data de 1910, na peça "O Novo Cristo", de Tolstoi, que a companhia de Alves da Silva levava à cena no Teatro da Rua dos Condes.Agrada e é contratado, desempenhando outros pequenos papéis em peças como "O Conde de Monte Cristo" ou "O Rei Maldito".Entre 1913 e 1921, viaja com a companhia de António de Sousa pelo Brasil, onde participa pela primeira vez num filme, no mesmo ano em que casa com Josefina Silva (1920).De volta a Portugal, trabalha vários anos consecutivos na companhia Satanella Amarante, em peças de teatro ligeiro e de revista. Depois de passar por outras companhias teatrais (Lopo Lauer, António de Macedo, Comediantes de Lisboa, Vasco Morgado), chega finalmente à ribalta do cinema português, integrando o elenco principal do filme "A Canção de Lisboa", de Cottinelli Telmo (1933). E é no cinema que firma em definitivo a sua popularidade e engenho como actor, assegurando papéis cómicos ou dramáticos em mais de trinta películas: "As Pupilas do Senhor Reitor" (1935), "O Pátio das Cantigas" (1942), "O Costa do Castelo" (1943), "Amor de Perdição" (1943), "Camões" (1946), "O Leão da Estrela" (1947), "Fado" (1948) e muitos outros. A sua última aparição no cinema data de 1966, em "O Sarilho de Fraldas", com António Calvário e Madalena Iglésias.
Foi sem dúvida um ícone da cultura popular portuguesa, estreou-se no teatro de revista aos quinze anos, como corista em Chá e Torradas (1923), no Éden Teatro. No ano seguinte, em 1924, actua pela primeira vez no Teatro Maria Vitória (Parque Mayer) na revista Rés Vés, após o que ingressa na companhia de Teatro Avenida estreando-se, no mesmo ano, no Rio de Janeiro onde é felicitada pela imprensa e pelos espectadores, nomeadamente nas revistas Fado Corrido e Tiro ao Alvo.
   

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